quarta-feira, 27 de maio de 2009

Viagem à Batalha e Aljubarrota

O nosso grupo de "guerrilheiros do Quelhas" em mais uma viagem aventurosa, aos campos da batalha de Aljubarrota.






Em Venda das Raparigas (lembram-se?) vemos algumas que não estão à venda...
Aqui deu-se a primeira paragem do grupo para o merecido cafésinho da manhã.



Prontos para a fabulosa viagem.


O Mosteiro da Batalha

A estátua de D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, grande responsável por uma página inolvidável da nossa história, em 1385, em Aljubarrota. O Mosteiro de Stª. Maria da Vitória foi erigido em memória dessa batalha, agradecendo a ajuda divina às tropas portuguesas.






A visita foi orientada e comentada pelo historiador Vitor Adrião que deu uma verdadeira lição de história, esclarecendo o significado e a importância desta obra iniciada em 1388, sob a direcção de Afonso Domingos e a participação de técnicos ingleses do séquito de Filipa de Lencastre.






Igreja e Claustros

A magnífica entrada da Igreja, o seu interior e imagens dos claustros onde se podem ver "assinaturas" dos canteiros (designadamente, a cruz suástica significando evolução, bem diferente da que ficou tristemente célebre sete séculos depois)











As cruzes templárias.


Sala do Capítulo e Túmulo do Soldado Desconhecido

O vitral representando a Paixão de Cristo; A célebre pedra que cerra a abóbada sob a qual se terá sentado Afonso Domingos responsável pela construção; a imagem do grande Afonso Domingos, a sua "assinatura" talhada na pedra.










O túmulo do Soldado Desconhecido, homenagem aos portugueses anónimos mortos em defesa da Pátria.



Refeitório e Claustro D. Afonso V




O Refeitório do Mosteiro e o Claustro de D.Afonso V











Dissertação histórica







No exterior da Igreja, Vitor Adrião dá uma verdadeira aula de história, dissertando sobre o significado da construção, a ideia de D. João I como um "novo Rei Artur", a tradição templária e dos monges operários, mendicantes. Posteriormente, com D. Afonso V, esta envolvente desapareceu com a substituição por outra "facção" dos Dominicanos, mais política e secular, estando na origem da inquisição e, lateralmente, abandonando os cuidados com o mosteiro.


Imagens de animais fantásticos, de outro mundo, como guardiões.




Capelas Inacabadas




A caminho das Capelas Inacabadas, adivinha-se desde logo todo um mundo de símbolos, apelando para a envolvente esotérica que presidiu à construção do Mosteiro, nas suas três componentes estruturais: Capelas Inacabadas (e não Imperfeitas como incorrectamente são mais conhecidas); Capela do Fundador; e a Igreja. São também três as "idades" que se pretendem simbolizar: a do Pai (Jerusalém); a do Filho (Roma); e a do Espirito Santo (culminando então).









A Chave da portugalidade, aqui simbolizada neste magnífico pormenor das janelas.










Capelas Inacabadas II

As Capelas Inacabadas, são de uma beleza surpreendente, com magníficos trabalhos de cantaria e escultura, verdadeira filigrana em pedra.





Uma actriz de cinema em trânsito para Cannes, aceitou posar para o "Badaladas do Quelhas" deixando o pessoal todo estarrecido.
Outro pormenor do magnífico rendilhado, todo ele simbólico e esotérico, vendo-se em detalhe o "Laço do Amor" com a inscrição (gótica?) "Fazer com Fé"








Túmulo de D. Duarte e D. Leonor de Aragão
















Pormenor do tecto da capela onde está o túmulo que se julga ser o de D. João II.
Estas capelas foram maltratadas e vandalizadas em diversas circunstâncias (por exemplo, durante as invasões francesas) tendo desaparecido muitos indícios que poderiam identificar com maior rigor os túmulos aqui presentes.









Túmulo não identificado.



Pormenor magnífico das colunas.

N. Senhora da Vitória


De novo na Igreja, a capela dedicada a N. Senhora da Vitória, com a sua imagem e a de Maria Madalena.