
Já no interior do Convento, passámos pelo claustro da lavagem e claustro do cemitério onde repousam restos mortais em sepulturas por baixo das lajes.
Em três túmulos inseridos nas paredes repousam os restos de personalidades da época: Diogo da Gama (provável mano do Vasco), Pedro Álvares de Castro e Baltasar de Faria. Este último é figura central de uma lenda bem curiosa pois terá sido vítima de doença misteriosa que o paralisou total e repentinamente, de tal modo que a sua virilidade ficou expressivamente ilustrada como se fosse um moderno utilizador do conhecido "Viagra"...!

Ainda no claustro do cemitério, uma teia de aranha ilustra a fantástica tecnologia necessária para a execução de um trabalho geometricamente perfeito...

A Sacristia Nova (ou Filipina) tem o tecto decorado com a iconografia da época: o leão dos filipes, a esfera armilar simboloizando os descobrimentos, a Cruz simétrica da Ordem de Cristo e o Escudo da coroa portuguesa.


Chegados à igreja deparamo-nos com um interior ainda mais impressionante.
A Charola integra um arco exterior de 16 painéis enquadrando um conjunto interior de oito colunas. Os 16 painéis exteriores são revestidos por rectábulos com cenas da vida de Cristo e, na parte superior, por frescos.
No interior estão objectos simbolizando a paixão de Cristo.
O número oito tem assim uma presença significativa como não deixaria de ter num local de influência templária.




O coro alto sobre a sala do Capítulo

A janela do Caapítulo vista de dentro...

A famosa janela do Capítulo é rodeada por dois magnificos botaréos que representam os dois mundos em presença, o terrestre e o celeste. No terrestre, são visíveis as raizes que ligam à terra e o cinto, s+imbolo da justiça terrestre;

...no celeste, vêem-se as raizes cortadas e uma corrente, símbolo da justiça divina.
O óculo de iluminação simboliza a expansão da fé.

Na base, uma figura humana parece suportar o peso da janela...

Justamente em frente à janela, estão colunas que terão suportado um telhado separava o claustro de Stª Bárbara do claustro da hospedaria que escondia a janela. Esta construção deve ter sido ordenada por D. João III, filho de D. Manuel e que não gostava do estilo manuelino.

Perspectiva interessante da miscelânea de estilos presente no convento...

Escada em caracol de execução perfeita, em sentido directo, em torno de um eixo imaginário chamado "columela"...

Aspecto impressionante do Dormitório fazendo lembrar os malfadados corredores de Mafra...

O refeitório (vazio, não era hora de refeição...)

Estufas para guardar a comida

As magníficas cozinhas

Claustro da "Micha" onde se fazia pão de "mistura" (daí o nome), com ligação ao exterior para contactos com os populares que vinham aqui pagar as suas "contribuições"...

Terminada um pouco à pressa a visita oa convento, a caravana dirigiu-se ao aqueduto dos Pegões Altos, magnífica construção dirigida pelo Arq. Filipe de Terzi à imagem do aqueduto de Segóvia. antecedendo a construção do de Lisboa.

Passámos pelo Casal do Láparo, figura lendária ao estilo de Robin dos Bosques, pela casa do Conde de Tomar (Costa Cabral), pela horta dos sete montes, pela cadeira d'El Rei e chegámos à magnífica visão dos 180 arcos do aqueduto...


Uma beleza local apanha flores para trazer no regaço em vez de pão...

Por fim, tivémos de libertar alguns cristãos de que o Infante se tinha esquecido quando partiu para Ceuta...

Já no centro histórico da cidade, mandado construir por ordem do Infante, passámos pela estátua de Gualdim Pais, o fundador de Tomar, e verificámos que também ali se representava a tal cena de Baltasar de Faria...

O Café Paraiso, um ex-libris do centro de Tomar...