quinta-feira, 18 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Viagem e chegada a Tomar

2010, Novembro, 6



Expedição a Tomar
Apesar de alguns ameaços meteorológicos, o sábado amanheceu bonito e auspicioso deixando antever uma jornada gloriosa à descoberta do território templário...



Como já vai sendo tradição, o pessoal do já famoso grupo d'Econónicas (constituindo o recem rebaptizado FRAQ) reuniu-se manhã cedo junto à 2ª Circular para aceder à viatura contratada, contribuindo desta forma para uma viagem pouco onerosa em termos da pegada de carbono...


























Às nove horas em ponto a nossa caravana partiu, levando aos comandos da viatura o cordial Sr. Lourenço.





Já dentro do veículo a rapaziada aquece a garganta trocando os mimos do costume















Há a destacar a presença de caras novas (e bonitas) nem todas aqui retratadas, infelizmente...







Lá atrás, o burburinho ia em crescendo, perspectivando-se uma viagem bem animada...



O casal Oliveira, não obstante, mantinha a calma e emprestava ao grupo aquele mínimo de seriedade que se exige a um tão afamado grupo




Afinal as caras novas vêem-se todas...

























A "tia", como lhe competia, situava-se na vanguarda para melhor controlar a fogosidade de alguns elementos mais traquinas..




E cá vai o cronista num raro momento em que se achou sentado...

CHEGADA A TOMAR

Depois de muitas aventuras lá chegámos a Tomar à hora prevista, desmentindo-se assim a idéia de que os portugueses nunca chegam a horas.




A comprová-lo estava a Mariana que num gesto de grande simpatia e cordialidade, qual D.Isabel, nos recebeu com rosas que distribuiu às gentis meninas do grupo.



Ei-la confundindo-se ela própria com as rosas que trazia no regaço...







Fazendo jus à tradição de hospitalidade da cidade, fomos recebidos na "Oficina de Turismo" pelo vereador da C M Tomar, Dr. Luís Ferreira, que nos transmitiu informação preciosa sobre a história de Tomar desde a sua fundação em 1160 e a importância decisiva dos templários na sua vida.




Também o nosso Américo nos deu a conhecer a evolução económica mais recente desta importante região que não podendo fugir ao enquadramento geral tão problemático das últimas décadas, perdeu muitas das actividades que lhe conferiam grande peso na economia nacional mas que se foram perdendo na voragem das sucessivas crises que a nossa economia tem sofrido.

Apesar desse pouco enquadramento desfavorável, Luís Ferreira soube transmitir uma imagem de dinamismo que permite aos nabantinos olhar o futuro com algum optimismo... Ainda antes de se iniciar o "porto de honra" houve oportunidade para a nossa Júlia, ex funcionária administrativa do ISEG, referir o protocolo existente entre a nossa antiga escola e o Politécnico de Tomar.





Celebraram-se então vários brindes, agradecendo-se a simpatia e hospitalidade com que o nosso grupo foi recebido.









































Terminada a sessão de boas vindas na "Oficina de Turismo"
deu-se início à visita aos lugares mais emblemáticos da cidade.



Com esse objectivo, embarcámos no fogoso combóio turístico que haveria de nos levar ao Castelo e ao Aqueduto dos Pegões Livres.















Na primeira carruagem seguia o "naipe" do komité organizador com a Virgínia e o Américo a serem coadjuvados pelo Martinho



















A simpática Isa, nossa guia por um dia, nem sabia no que se estava a meter, mas a Mariana acalmou-a com mestria...















À chegada do TGV ao Castelo, dois dos expedicionários quizeram saltar para os comandos experiência única nestes tempos de tecnologias de ponta.















A primeira imagem do convento é deslumbrante















A Isa começa a fornecer a interessante informação sobre este património de grande interesse histórico constituindo um flagrante exemplo da coexistência de estilos arquitectónicos diferenciados, resultante das diferentes épocas em que se foram desenvolvendo diferentes fases da construção do Castelo e da Charola, iniciada em 1160 com o apoio dos templários que regressavam de Jerusalém.
A Ordem foi extinta no início do sec XIV e D. Diniz cria a Ordem de Cristo que herda a tradição e património.



O "povão" bebia interessadíssimo as explicações sobre a construção do castelo...
















A Igreja é construida mais tarde, por iniciativa de D. Manuel I, integrando a Charola. João de Castilho foi o autor do projecto.


As três arquivoltas que formam o portal evidenciam a resultante mistura de estilos (românico, gótico tardio, manuelino).

A "tia" confirmou essa profusão estilistica...































Convento e Centro histórico











Já no interior do Convento, passámos pelo claustro da lavagem e claustro do cemitério onde repousam restos mortais em sepulturas por baixo das lajes.



Em três túmulos inseridos nas paredes repousam os restos de personalidades da época: Diogo da Gama (provável mano do Vasco), Pedro Álvares de Castro e Baltasar de Faria. Este último é figura central de uma lenda bem curiosa pois terá sido vítima de doença misteriosa que o paralisou total e repentinamente, de tal modo que a sua virilidade ficou expressivamente ilustrada como se fosse um moderno utilizador do conhecido "Viagra"...!















Ainda no claustro do cemitério, uma teia de aranha ilustra a fantástica tecnologia necessária para a execução de um trabalho geometricamente perfeito...




















A Sacristia Nova (ou Filipina) tem o tecto decorado com a iconografia da época: o leão dos filipes, a esfera armilar simboloizando os descobrimentos, a Cruz simétrica da Ordem de Cristo e o Escudo da coroa portuguesa.




















































Chegados à igreja deparamo-nos com um interior ainda mais impressionante.


A Charola integra um arco exterior de 16 painéis enquadrando um conjunto interior de oito colunas. Os 16 painéis exteriores são revestidos por rectábulos com cenas da vida de Cristo e, na parte superior, por frescos.


No interior estão objectos simbolizando a paixão de Cristo.


O número oito tem assim uma presença significativa como não deixaria de ter num local de influência templária.





























































O coro alto sobre a sala do Capítulo















A janela do Caapítulo vista de dentro...


















A famosa janela do Capítulo é rodeada por dois magnificos botaréos que representam os dois mundos em presença, o terrestre e o celeste. No terrestre, são visíveis as raizes que ligam à terra e o cinto, s+imbolo da justiça terrestre;

















...no celeste, vêem-se as raizes cortadas e uma corrente, símbolo da justiça divina.





O óculo de iluminação simboliza a expansão da fé.






















Na base, uma figura humana parece suportar o peso da janela...

















Justamente em frente à janela, estão colunas que terão suportado um telhado separava o claustro de Stª Bárbara do claustro da hospedaria que escondia a janela. Esta construção deve ter sido ordenada por D. João III, filho de D. Manuel e que não gostava do estilo manuelino.











Perspectiva interessante da miscelânea de estilos presente no convento...




















Escada em caracol de execução perfeita, em sentido directo, em torno de um eixo imaginário chamado "columela"...















Aspecto impressionante do Dormitório fazendo lembrar os malfadados corredores de Mafra...

















O refeitório (vazio, não era hora de refeição...)
















Estufas para guardar a comida
















As magníficas cozinhas















Claustro da "Micha" onde se fazia pão de "mistura" (daí o nome), com ligação ao exterior para contactos com os populares que vinham aqui pagar as suas "contribuições"...














Terminada um pouco à pressa a visita oa convento, a caravana dirigiu-se ao aqueduto dos Pegões Altos, magnífica construção dirigida pelo Arq. Filipe de Terzi à imagem do aqueduto de Segóvia. antecedendo a construção do de Lisboa.















Passámos pelo Casal do Láparo, figura lendária ao estilo de Robin dos Bosques, pela casa do Conde de Tomar (Costa Cabral), pela horta dos sete montes, pela cadeira d'El Rei e chegámos à magnífica visão dos 180 arcos do aqueduto...





































Uma beleza local apanha flores para trazer no regaço em vez de pão...















Por fim, tivémos de libertar alguns cristãos de que o Infante se tinha esquecido quando partiu para Ceuta...















Já no centro histórico da cidade, mandado construir por ordem do Infante, passámos pela estátua de Gualdim Pais, o fundador de Tomar, e verificámos que também ali se representava a tal cena de Baltasar de Faria...
















O Café Paraiso, um ex-libris do centro de Tomar...