terça-feira, 18 de maio de 2010

Visita à Companhia das Lezírias















15 de Maio de 2010
A fantástica história da expedição à Companhia das Lezírias pelo mais fabuloso grupo de Económicas.


À chegada o pessoal denotava natural nervosismo ante a emocionante aventura que se iniciava.

Combinavam-se os últimos pormenores para que nada falhasse na expedição a tão longínquos territórios.


O transporte seria assegurado, muito adequadamente, por uma carrinha "escolar"...




Pela charneca fora

Já na "barcaça", os expedicionáris revelavam boa disposição e entusiasmo verdadeiramente esfusiante...

Descortinam-se algumas gentis meninas que adoçaram as agruras da jornada.

Nem mesmo Hollywood se pode gabar de juntar tanta artista no mesmo expresso...


Ó p'ra elas com olhar todo maroto...


Um sorrizinho fica sempre a matar...





G'anda confusão reinava lá para as traseiras da viatura!





Um ar mais circunspecto como convém ...





A tia sempre atenta e o Vitor a ver o que é que se passa








Olh'o casalinho todo repenicado e o Reis desconfiado...







Estilaço...










Os verdadeiros artistas...









Aos comandos do bólide, a compenetrada Ção descobria novos mundos











Pelo sim, pelo não, fomos ver se a porta do ex-futuro aeroporto ainda lá estava...









E cá vamos nós, charneca fora com o caracteristico espírito aventureiro .






Lá ao longe já se vêem sinais do objectivo












A chegada


Já nos domínios da Companhia das Lezírias, esperava-nos a Sónia que nos guiou com grande simpatia, saber e paciência.


O grupo bebia as palavras da nossa guia com a sofreguidão dos verdadeiros estudiosos


A primeira vista da vinha é marcante e todos se imaginaram a viver num sítio com 140 ha de vinha, a produzir 8000 lts de vinho por ha...
A Companhia foi fundada por D. Maria em meados do sec XIX e tinha inicialmente cerca de 50.000 ha reduzidos para cerca de metade na actualidade...
É basicamente constituida por duas zonas - a Charneca com cerca de 11.000 ha com vinha e produção florestal e a Lezíria, mais fértil, com cerca de 9.000 ha, produzindo arroz e forragem.





As famosas cegonhas da EDP, que asseguram apagões esporádicos, têm alojamentos condignos devido aos cuidados ecológicos sempre presentes nas preocupações da Companhia das Lezírias (CL).






Verdadeiros especialistas em generalidades, elementos do nosso grupo inteiram-se das condições da vinha, auditando toda a metodologia seguida, muito condicionada pelos cuidados que o extenso lençol friático exige.






O nosso consultor sénior agro-pecuário, aprofunda a análise do terreno e das ervas que convivem com as videiras







Com estilo e à vontade, dois dos nossos mais importantes técnicos, estudam a implantação vinícola que compreende 26 castas






Parte nova da adega, onde se tratam 40 a 50 tons de uva por dia










Já no olival com cerca de 50 ha de plantação intensiva e superintensiva.









Enquanto a Sónia nos debitava toda a informação, o Nabais olha para o balão...












...que afinal era a dita cegonha a tirar o azimute para um futuro ataque à rede da EDP












Valham-nos as florinhas do campo, sempre tão cheias de cor













O nosso consultor ensina o cronista a fazer um caimbo com esteiras e destinado a levar com 13 cebolas e constituir a famosa "réstea"









Mais um momento da "faena" do caimbo...












Adega e herdade

Já extenuados da informação recebida, os aventureiros refugiaram-se na Loja do Vinho


A Elena, vinda das estepes russas, deu um verdadeiro show a atender todo o pessoal com simpatia e eficácia e o filho sempre atento...






Já na charneca, a vida animal revela-se em toda a sua riqueza.
Uma águia "tuneleira" (os passarocos que atacam nos túneis...) esperava-nos na berma da estrada e refugia-se na valeta...





Ei-la, receando que algum enviado da 2ª circular a incomodasse com aquelas tretas que antecedem os jogos...




Até as coelhinhas saltavam de contentes ante a aproximação de um grupo tão selecto!







E chegámos à maior extensão contínua de sobro do mundo (cerca de 7.000 ha) que assegura um apreciável rendimento anual à CL







E, de repente, começam a nascer lindas flores nos campos verdejantes...








...mais flores...









Fantástico...!










Estas meninas, mais delicadas, ficaram reféns da armadilha que defende os campos dos intrusos e evita que os seus locatários se decidam a empreender viagens não programadas.








Ora aqui temos a toca do bicho onde, com muita atenção, se poderiam ver os passos do coelho...










Bem, pelo menos um escaravelho vê-se...













Cá está o sobro em toda a plenitude. Cada palminho de tronco representa trinta anos de crescimento...
Aliás, nesta produção, tudo é muito calmo: a primeira tiragem leva 25 a 30 anos a formar-se; a segunda tiragem faz-se passados nove anos e só na terceira tiragem (após outros nove anos) a cortiça atinge um grau de qualidade considerado adequado.


Já no pinhal (cerca de 1.500 ha), ouvimos falar da forma como o pinheiro bravo se adapta e defende dos fogos.