domingo, 15 de novembro de 2009

Novembro 2009 - A caminho do Museu Malhoa, nas Caldas...




Numa manhã pré chuvosa de Novembro, o grupo do Quelhas junta-se para nova aventura, a caminho das Caldas, terra de grandes tradições, onde a Rainha Santa teve alguns problemas mal esclarecidos...


Transportados num moderno veículo pilotado pelo Sr. Carlos e orientado pela Tiiiiiiia Irene, avançou-se com determinação e entusiasmo para a terra das cavacas e de outras particularidades, de que se darão nota nesta crónica.



Os passageiros, com os cintos apertados, iniciam a viagem com notória boa disposição





Já nas Caldas, o pessoal reagrupa-se estabelecendo a estratégia de abordagem às diversas fases da jornada, a saber:

-visita ao museu do nosso grande José Malhoa;

-passagem pelo mercado de frescos na praça central;

-ida ao Imaginário para conforto dos estômagos; aquisição de artigos tradicionais das Caldas;

-volta aos arredores com pasagem pela foz do Arelho, já noite cerrada.


Uma circunstante, verifica admirada que os componentes do grupo tão animado, eram, afinal, figuras bem mediáticas






O tal grupo





O estabelecimento da estratégia, implicou uma animada assembleia onde os diversos ângulos da questão foram totalmente dissecados







Já no Jardim, deparou-se aos viajantes paisagem deslumbrante!








Não falta o lago com cisnes para estimular a imaginação e proporcionar bem estar










O dito cisne, preparando-se para a dança









Lá vai ele
























Uma moçoila das Caldas parece renascer entre as alfaces...














O pessoal extasiado ante tanta beleza e calmaria












O próprio pintor faz as honras da casa dando as boas vindas aos visitantes










No exterior, as estátuas enriquecem o ambiente calmo dando-lhe o adequado toque artístico






















O cronista, convencido que está na sua casa de fim de semana...lá atrás, o Zé não deixa escapar nada.


















Já no interior do Museu, a Margarida Obst foi de uma eficiência total servindo de Guia ao grupo de rudes visitantes que inopinadamente lhe surgiu pela frente.
Na vitrina aprecia-se uma síntese dos vários momentos da faiança das Caldas, bem presente no Museu
Um pouco de história...:
Deve-se a António Montês a idéia da criação do Museu de José Malhoa, estando na sua génese a pintura "Rainha D. Leonor", oferta de Malhoa ao povo das Caldas em 1926, em resposta a um pedido de Montês ao pintor e que marcou a sua reaproximação à terra onde nasceu, em 1855, depois de repartir a sua actividade por Lisboa e Figueiró dos Vinhos. Em 1933 o museu é legalmente criado, dando-se a sua inauguração no ano seguinte já depois da morte do pintor.

O museu é inicialmente instalado na na "Casa dos Barcos" no Parque D. Carlos I e, em 1940, inaugura-se o actual edifício construido de raiz para o museu e tendo tido duas importantes ampliações em 1950 e em 1957.

As colecções do museu constituem um importante acervo do naturalismo português centrado na obra de José Malhoa (1855-1933). Estão também presentes obras representativas do romantismo tardio e do chamado "grupo do Leão". No retrato, mostam-se pinturas de Eduardo Malta e de Henrique Medina.

A escultura ocupa espaço importante no Museu, assim como a cerâmica com uma panorâmica da produção local, centrada na figura de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), também membro do grupo do Leão.

No jardim distribuem-se cerca de três dezenas de esculturas relacionadas com o percurso estético delineado no museu.

(Fonte:Notas baseadas no folheto de informação sobre o Museu)

No museu - A Paixão de Cristo

Obra fabulosa, a Paixão de Cristo é um conjunto de 60 figuras em terracota modelado por Rafael Bordalo Pinheiro na execução de uma encomenda do Estado para decorar as capelas do Buçaco.
Ao fim de doze anos de produção a encomenda não foi paga, a fábrica vai à falência e a obra acaba por ficar nas Caldas...
As figuras são impressionantes salientando-se o realismo das expressões












A boa vida de Herodes (?)



"Alguém" lava as mãos (como Pilatos...)













Pode ver-se o Espírito Santo, esvoaçando sobre as operações...















No museu - Retrato de Bordalo


A Margarida fala sobre o retrato de Bordalo em que Malhoa aplicou uma técnica invulgar, dando-lhe em sanguínea uma tonalidade de fotografia , nos seus começos à época

No museu - Escultura


O quadro com a ja´ referida pintura de D. Leonor cujo modelo se pensa tenha sido a bela Deborah...

Sem casa e sem pão...



O controverso "pastor" modelo de dois pintores à disputa...





O grupo de viajantes mitiga a sede cultural que o caracteriza



Uma escultura, em quadro, invulgarmente real...






O Marquês de Correia Godinho, provável antecessor do cronista...





A praia no seu melhor, nos inícios do século






A Margarida Obst incansável na condução e esclarecimento do grupo










pintura a óleo destinada ao tecto







Tributo à elegãncia do modelo "preferido" de Malhoa, a auspiciosa Deborah












O fabuloso quadro dos "bêbados festejando o S. Martinho" que fez lembrar algumas noites nos fundos da tasca do Gordo...











A estatuária "oficial e de retrato" característica do período do Estado Novo (novo?)

Francisco Franco e Leopoldo de Almeida são autores aqui presentes













O que é que estarão a ver?














Deve ser muito chamativo...









Extase...

O malandro do João estragou uma fotografia bem mais interessante junto a uma destas estátuas, tributo à beleza feminina















Inês, cabrocha brasileira...

Onde se aprendeu que afinal, cabrocha é a mestiça com traços orientais...! (sabias?)

















Mais um tributo à beleza





































E esta linha futurista mais que avançada no tempo? Trata-se de uma obra de Hein Semke, alemão radicado em Lisboa e data de...1956!



















O grande José Malhoa, no pátio, despede-se dos visitantes até a uma próxima visita que bem merece!