domingo, 11 de julho de 2010

Missão ao Alqueva


8 da manhã do glorioso 9 de Julho, dia da misteriosa missão da AAA/ISEG ao Alqueva e Moura.

Preocupada, a Virgínia confere os últimos pormenores...


O próprio Sebastião José não quiz deixar de manifestar o seu total empenho no sucesso da missão, acompanhando lui même os preparativos da partida


Não, não se trata do Falcon posto pelo Governo à nossa disposição pois optámos por utilizar uma magnífica caravana da Barraqueiro



Em plena viagem, um momento de pausa para que as nossas colegas pudessem manter a linha...



Um par de artistas mostrava grande à vontade e boa disposição antevendo as delícias de um dia bem passado, sem o massacre dos media com tricas da politiquice caseira (ou estrangeira), mergulhando de cabeça no Alentejo profundo...






A extraordinária viatura que nos transportou numa viagem verdadeiramente executiva






A planicíe alentejana em todo o seu esplendor
















Já em Beja, a EDIA recebeu-nos com hospitalidade alentejana, franca e saborosa...
Um cafésinho para manter bem viva a atenção desta pleiade economista








Pires de Andrade, do Conselho de Administração da EDIA e Carlos Silva, director do Gabinete de Relações Públicas, receberam-nos e apresentaram em detalhe o projecto do Alqueva, tantas vezes mal tratado, certamente devido a ignorância sobre a verdadeira natureza e importância que assume na economia e desenvolvimento desta vasta região.
Ficámos, assim, a conhecer este grandioso projecto à escala regional, de importantes repercussões à escala nacional.

Trata-se de um objectivo antigo, chumbado em 1978 e retomado já nos anos noventa, com início dos trabalhos em 1995. Terminada a barragem em 2004, previa-se a conclusão das obras de infraestruturas agrícolas em 2030...
Mas em 2005 foi decidido acelerar os trabalhos de modo a finalizá-los em 2015, prazo que veio ainda a ser encurtado para 2013 após ponderação da importância e efeitos dinamizadores do projecto.

Neste momento, 52.000 hectares são já beneficiados pela rede hidríca do sistema e espera-se que outro tanto venha a ser abrangido no final da execução do projecto. Nessa altura, cerca de 120.000 hectares de terreno de sequeiro terão condições para culturas de regadio, permitindo a exploração de novas culturas e actividades. No campo de energia, a barragem (concessionada à EDP por trinta anos, a troco de 390 M€) tem actualmente uma potência de 260 MW que será reforçada para o dobro até ao finais de 2011.
Soma-se a esta potência cerca de 21 MW das cinco mini-hídricas que completam o projecto.

O magnífico e enorme lago artificial criado pela barragem, constitui suporte para actividades impensáveis nesta região há uns anos atrás...
São cerca de 250 km2 e mais de 4oo ilhas.
As águas atingiram já a cota máxima planeada, desfazendo os receios do eterno criticismo que agourava a impossibilidade de a atingir nas próximas décadas...
Compreende-se, assim, que à célebre frase "construam-me, porra!" se tenha seguido "encham-me, porra!" e, agora, "já chega, porra!"...

Alguns dignatários apreciam a famosa barragem



























O curso de 75/80 presente e bem representado...
















A nossa "monitora" Ana Rita a quem coube a tarefa de organizar a missão, merece as nossas felicitações pela forma excelente como tudo decorreu































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